Aula 33
(adaptação do estudo
do Pr. Antônio Rodrigues da Silva)
Texto para leitura: Apocalipse
capítulo 21
O nosso texto básico descreve aspectos do Reino Eterno, uma
consumação por obra e graça de Deus em Cristo, para morada dos santos na era
vindoura.
Pelo versículo 1, entendemos que já findou tudo que era
relacionado com a era presente. Em confirmação, reitera o próprio Deus,
dizendo: “Eis que faço novas todas as
coisas”(Ap 21.5).
Do capítulo 17 ao 20, acompanhamos sete julgamentos:
- Julgamento
da Babilônia ou a meretriz (17.1).
- Julgamento
da Besta (19.20).
- Julgamento
do Falso Profeta (19.20)
- Julgamento
dos reis na batalha do Armagedom (19.21).
- Julgamento
do Gog e Magog (20.7-9).
- Julgamento
do próprio Satanás (20.10).
- Julgamento
dos ímpios no juízo do trono branco (20.11-15).
Não ocorrência do último julgamento, o do trono branco,
sentimos que já passamos do tempo presente para a eternidade. A cena já está
acontecendo bem no exterior da história humana.
O velho mundo, terra e céu, fugiram da presença do
Todo-Poderoso, e do pós das cinzas emerge um novo mundo, o estado eterno, pois
a era presente já desapareceu (Ap 6.14; 20.11; 2Pe 3.7-10, 13; Hb 1.10-12).
- A nova Terra. Em Gênesis 3.17, Deus
amaldiçoou a Terra por causa do homem, o primeiro Adão. Porém prometeu
resgatá-la por meio do segundo Adão, Jesus Cristo (Ef 1.9-10; At 3.21). No
momento, somos peregrinos na Terra. Logo mais seremos participantes do Reino
Milenar. Mais uma vez restauradas todas as coisas, então seremos cidadãos do
novo mundo, onde Deus será tudo em todos (1Co 15.28; Is 65.17-19). Pelo poder
do Espírito Santo, a alma humana é redimida, e pela ressurreição, o corpo.
Também a Terra há de ser restaurada pela nova criação para felicidade dos
santos e glória de Deus Pai (Ap 21.5).
- Uma nova Terra sem mar (Ap 21.1).
Sabemos que o mar é muito importante para a vida na Terra, embora crie também
alguns problemas, tais como: a)
Separação de povos, dificultando melhor relacionamento entre eles, sendo muitas
vezes agente de grandes destruições; b)
Com suas grandes turbulências e espumando sujeiras tem aspecto ameaçador e
aterrorizante. Essas coisas não existirão na nova terra. O mar, mesmo como
figura, representando nações, povos e línguas em desordem política de cuja
massa sairá a Besta, ainda assim, jamais estará presente na nova terra. Essa
terá uma nova configuração que lhe permitirá ser uma unidade como um todo, sem
perturbações (Ap 13.1; 17.1-15; Dn 7.2-3,23-24).
- Um novo céu. A ação remidora de Cristo
não se limitará apenas à Terra, terá uma extensão cósmica. O seu objetivo é
desfazer as obras do diabo. Até porque o mundo está posto no maligno e ele tem
livre curso em todo o universo, incluindo as regiões celestes (1Jo 5.19, Ef
6.11-12; Mt 4.8-9). De modo espontâneo,
o diabo teve origem no céu. Embora expulso de lá, ficou com momentânea
liberdade de ir e vir, rodear a terra e passear por ela. Mas no dia da reunião
dos filhos de Deus, ele vem no meio deles e visita o céu (Is 14.12-15; Jó
1.6-7). Daí o sacrifício de Cristo purificar também o ambiente celestial, ainda
que até simbólico, mas por ali também passou o maligno (Hb 9.23-24). A nova
Terra e o novo céu estarão isentos de resquícios do mal que corroeu a velha
criação (Ap 21.27;22.3).
A NOVA JERUSALÉM, CAPITAL DO ESTADO ETERNO (ap 21.2-21)
A cidade quadrangular tem a mesma dimensão de comprimento,
largura e altura. É simétrica, perfeita, suficiente para abrigar toda a família
de Deus, os salvos de todos os tempos.
1. Os
versículos 2-8 mostram que:
- A
simbólica noiva do Cordeiro é divina, elegante e dedicada (v.2);
- Haverá
total união, comunhão e louvor dos remidos com Deus (v.3);
- Serão
curadas as feridas e enxugadas as lágrimas (v.4);
- As
promessas serão cumpridas, todas as coisas renovadas e provisão garantida para
sempre (v.6-7);
- A
segurança será total, haverá pureza absoluta e total ausência do mal (v.8).
2. O esplendor e as riquezas da cidade santa
(v.9-21). Quanto à alta muralha, os doze fundamentos, as doze portas, as
doze pérolas e as preciosas pedras, desde o jaspe até a ametista, nas suas
figuras e símbolos, tudo retrata a divindade de Cristo, Sua obra redentora e
Sua glória. Retrata também a unidade do ministério da velha e nova aliança e
sua participação nesse todo glorioso. Sem dúvida a igreja dos salvos de todos
os tempos é parte da rutilante glória, do gigantesco e cintilante quadrângulo
suspenso no espaço a iluminar o novo mundo (Ap 21.11).
O santuário e a luz da nova Jerusalém (Ap 21.22-27).
Ali não se vê santuário. Como morada de Deus em Cristo com
todos os santos, a cidade é um todo glorioso e santuário celeste, e é também o
Tabernáculo de Deus com os homens (Ap 21.3). Mais radiante que o sol, ilumina a
imensidão do novo mundo, e as nações andarão sob a sua luz.
- Sua fonte inesgotável de energia.
Jesus, que é a Luz do mundo, a glória de Deus e o Cordeiro, é a sua lâmpada (Jo
8.12; Ap 21.23).
- Jerusalém celestial, uma cidade aberta.
Haverá livre acesso para honrar e glorificar o Rei. Até porque os habitantes
não são estrangeiros, mas da família de Deus, e têm os nomes no Livro da Vida.
A segurança é total, nenhum mal entrará ali, por isso será coisa do passado e
da velha e extinta criação (Ap 21.8,25).
A vida futura no novo céu e na nova Terra será marcada pela
presença eterna do próprio Deus (Ap 21.3). um lugar sem lágrimas, morte, luto,
pranto e dor (Ap 21.4) é o que podemos chamar de verdadeira felicidade eterna.