Texto para leitura: Apocalipse capítulo 13.
O capítulo treze é um dos mais importantes e comentados
trechos do livro de Apocalipse, pois fala especificamente da aparição do
Anticristo e do Falso Profeta. Muitos têm debatido a respeito dessas duas
figuras escatológicas. Existem diversas interpretações publicadas até mesmo fora
do ambiente cristão. Precisamos manter o foco na Bíblia, pois nela
encontraremos textos suficientes para uma boa compreensão. Faz-se necessária a
leitura de outros livros da Bíblia, como: Daniel 7, Mateus 24, II
Tessalonicenses 2 e I João 2:18-27. Faremos a citação deles quando necessário.
O Diabo é um imitador. Desde o princípio, quando se rebelou,
ele tem criado situações e personagens que se assemelham às coisas de Deus.
Vejamos um resumo das suas imitações:
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Dragão
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Quer imitar
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Deus Pai
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Anticristo
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Jesus Cristo
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Falso Profeta
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Espírito Santo ou João
Batista
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A Grande Meretriz (falsa
igreja)
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A Noiva (a igreja)
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Babilônia
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Jerusalém
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Eis que surge do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres. Besta, nas Escrituras,
refere-se tanto a reinos como a reis (Dn 7.2-7, 17,23). No presente texto, João
usa a palavra para descrever a “figura sombria do Anticristo”. Essa Besta será
uma pessoa, a personificação do mal. Alguns teólogos afirmam que a Besta será o Império Romano ressuscitado, liderado
por uma pessoa poderosa e influenciadora, que apareceu para o profeta Daniel
como o quarto animal do cap. 7.7. Os dez chifres ou pontas são dez reinos que
existirão nesse império (Dn 7:24). A Besta será apoiada por todas as nações em
troca de promessas de “paz e segurança”.
Daniel tinha visto os reinos da Babilônia, Pérsia e Grécia nas figuras de um leão, um urso e um
leopardo (Dn 7.3-6). João vê a besta como semelhante ao leopardo, com pés
de urso e boca de leão tipificando o seu reinado, à semelhança daqueles reinos,
nos seus diferentes aspectos de governo. Essa besta, sendo o último e mais
perfeito representante dos poderes gentílicos do mundo, tem todas as
características das precedentes. Ela é, realmente, a quarta besta no último
tempo de seu reino, agora revivificada e restaurada no poder de Satanás. Ele
levantará a sua força contra o Rei dos reis e encontrará a sua ruína nas mãos
dele, depois que o Senhor e os seus santos reinarem sobre o mundo.
João vê que “uma das
cabeças da besta parecia ter sofrido um ferimento mortal, mas o ferimento
mortal foi curado. Todo o mundo ficou maravilhado e seguiu a besta”(v.3). Aqui
João vê como fato consumado uma forma revivificada do império romano, que
desapareceu há séculos. Nos dias atuais Roma existe, mas não o império. Durante
o governo sombrio do “homem do pecado”, sua primeira grande maravilha será
“curar” essa monarquia. A expressão “maravilhou-se” fala não somente do
maravilhar-se no sentido de aplausos e louvores, mas da adoração e do endeusamento
completos que renderão à besta. Ela será adorada universalmente, como acontecia
com os antigos reis, que se julgavam os deuses supremos de toda a Terra.
Embora o mistério da iniquidade já esteja operando (2 Ts
2:7), o anticristo, como pessoa que encarnará o poder dos reinos ímpios e
também todo o poder de Satanás, emergirá no tempo do fim, visto na Bíblia de
várias formas: a) A apostasia (2 Ts 2:3); b) A grande tribulação (Mt 24:21-22);
c) A revelação do homem da iniquidade (2 Ts 2:3); d) O pouco tempo de Satanás
(Ap 20:3).
Atualmente alguns têm sugerido que os blocos econômicos de
hoje, chamados de G-7, G-8 e G-10, podem ser o início do cumprimento
dessa profecia. Será? O G-7 começou com os seguintes países: Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino
Unido, França, Itália e o Canadá. O grupo continuou sendo composto de sete
membros até que a Rússia, presente
como observadora desde o início dos anos 1990, fosse convidada em 1997 a
oficializar a sua participação. O grupo passou então a ser designado de G-8. Já
o Grupo dos Dez (G-10) é uma organização internacional que reúne representantes
de onze economias desenvolvidas. O G-10 foi fundado em 1962 por dez
representantes dos governos centrais de Bélgica,
Canadá, Estados Unidos, França, Italia, Japão, Holanda e Reino Unido; e dos
bancos centrais da Alemanha Ocidental e
Suécia. Em 1964, a Suíça foi
incorporada ao grupo, que manteve a denominação G-10.
O anticristo fará
forte oposição a toda adoração que não seja a ele mesmo (v.8) (2 Ts 2:4) - Ele
vai se opor e se levantar contra tudo que se chama Deus, ou a todo objeto de
culto. Assim agiram os imperadores romanos que viam no culto ao imperador o elo
de união e fidelidade dos súditos do império. Deixar de adorar o imperador era
infidelidade ao Estado. O anticristo também se assentará no templo de Deus,
como Deus, fazendo-se passar por Deus. Ele vai usurpar a honra e a glória só
devida a Deus.
A segunda besta
(o Falso Profeta) seduzirá o mundo inteiro a adorar a primeira besta (Ap 13:11-
15) - Se a primeira besta é o braço de Satanás, a segunda é a mente de Satanás.
Ela é o falso profeta. A primeira besta age no campo político, a segunda no
campo religioso. O Falso Profeta vai preparar o terreno para o anticristo e vai
preparar o mundo para adorá-lo.
A primeira besta será conhecida pelo seu poder conquistador,
pela sua força (v. 4). A segunda besta será conhecida pelo seu poder
sobrenatural de fazer grandes milagres (v. 13-16). O falso profeta usará também
a arma do controle, para garantir a adoração da primeira besta (Ap 13:16-18)
-Esse será um tempo de cerco, de perseguição, de controle, de vigilância, de
monitoramento das pessoas no aspecto político, religioso e econômico. Todo
regime totalitário busca controlar as pessoas e tirar delas a liberdade. A
recusa na adoração à primeira besta implicará em morte (v. 15b). A segunda
besta usará um selo distintivo para os adoradores da primeira besta (Ap 13:18;
14:9-11) -Assim como a noiva do Cordeiro receberá um selo (7:3; 9:4), também os
adoradores da besta receberão uma marca (13:16). Então só haverá duas igrejas
na terra, aquela que adora a Cristo e aquela que adora o anticristo. Assim como
os que receberem o selo de Deus terão a vida eterna, os que receberem a marca
da besta vão perecer eternamente (Ap 14:11; 20:4).
Acreditamos que a perseguição contra a Igreja nos últimos
tempos começará de forma leve e paulatina, quando aqueles que forem contrários
ao uso de novas tecnologias de identificação e controle, ou contrários a
práticas que se opõem ao plano do Senhor para a humanidade, serão tachados de
retrógrados, reacionários, fundamentalistas, supersticiosos e outros adjetivos
afins.
Estamos vivendo um tempo de relativa paz e tolerância para a
Igreja cristã. Esse momento não deve ser usado para justificar uma atitude de
acomodação e apostasia, e sim como uma oportunidade única dada por Deus para a
evangelização e o crescimento espiritual de seu povo. Dias virão em que muitos
desejarão ouvir as boas novas, mas não poderão, pois os servos de Deus estarão
sendo impiedosamente perseguidos e caçados.