Aula 30
Texto para leitura: Apocalipse
capítulo 18
O capítulo 18 contínua a explicar o que acontecerá com a
“grande Babilônia”, a cidade corrupta e religiosa, simbolizada por uma mulher
prostituta. Enquanto que a Noiva do Cordeiro (a igreja) é fiel ao seu Noivo
(Jesus Cristo), a mulher da Besta é infiel. Enquanto que o Noivo deu a vida
pela Noiva, a Besta odiará sua companheira e a destruirá (Ap 17:16).
No final do capítulo 17 encontramos a explicação de que a
mulher prostituta é uma cidade corrupta e religiosa (Ap 17:18). É
interessante notar que as Escrituras dizem que esta mulher está assentada sobre
muitas águas, e que essas águas são povos, nações e línguas (Ap
17:15). Ao mesmo tempo em que a Babilônia Religiosa é uma cidade, também está
espalhada sobre toda a terra, reinando com a Besta. A interpretação é que o
poder religioso está sustentado pelo poder político do Anticristo espalhado em
todos os cantos da terra.
Outro ponto interessante e ao mesmo tempo intrigante, é que
o verso de Apocalipse 17:17 diz que “Deus
colocou no coração deles o desejo de realizar o propósito que ele tem,
levando-os a concordarem em dar à besta o poder que eles têm para reinar até
que se cumpram as palavras de Deus”. Como pode ser isto? Deus é quem coloca
o desejo no coração das pessoas? Para muitos esse trecho é motivo de confusão.
O apóstolo Paulo, em sua carta aos Tessalonicenses, dá a seguinte explicação:
A vinda desse perverso é segundo a ação de
Satanás, com todo o poder, com sinais e com maravilhas enganadoras. Ele fará
uso de todas as formas de engano da injustiça para os que estão perecendo, porquanto
rejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar Por essa razão Deus lhes
envia um poder sedutor, a fim de que creiam na mentira, e sejam condenados
todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça
(2 Ts 2:9-12).
É dado aos homens o livre-arbítrio para escolherem em crer
ou rejeitar o amor da verdade para serem salvos. Uma vez o homem tendo rejeitado
crer no Evangelho, resistido ao Espírito Santo, então cabe a Deus tirar essas
pessoas definitivamente “de cima do muro”. Na realidade muitas pessoas escondem
seus verdadeiros credos e convicções. Apesar de alguns viverem uma vida
religiosa ou até mesmo não possuírem uma religião, no fundo elas exercem sua fé
positiva ou negativa em relação a Deus e a Jesus Cristo. Dessa forma, Deus em
sua onisciência e onipotência, faz com que todos que rejeitaram o amor da
verdade, sejam “automaticamente” seduzidos a crerem na mentira. Dessa forma, os
que estão atrás das cortinas do “politicamente correto”, mostrarão suas
verdadeiras faces, sejam boas ou ruins.
Os versos de 1 a 3
mostra outro anjo anunciando a queda da Grande Babilônia. Uma cidade religiosa
e mística cheia de demônios e de conchavos políticos. Os comerciantes e
empresários se enriquecem por causa da corrupção e delícias produzidas pelo
amor ao dinheiro.
O verso 4 faz um
alerta ao povo de Deus que está na Babilônia. Existe povo de Deus convivendo
em ambientes que Deus não aprova. Isso é um alerta muito sério. Deus sempre
avisa antes de derramar o juízo sobre a terra ou sobre alguma nação. Nesse caso,
Deus está alertando aos santos que convivem num ambiente cercado de pecados que
se afastem e não participem deles, pois poderão sofrer quando Deus derramar sua
ira. De semelhante modo, no Antigo Testamento, Deus enviou os profetas para
falar ao seu povo antes da destruição da Babilônia física. Veja Jeremias 51:6,45.
O mundo em que vivemos está se acumulando de pecados (v.5).
A cada dia milhares de pessoas são mortas, violentadas, sequestradas e
perseguidas pelo mal. Inocentes sofrem pela falta de compaixão das pessoas.
Famílias estão passando fome, necessitando de hospitais, médicos etc. Os
governos desviam recursos para se enriquecerem a custa do povo. A glória desse
mundo é conquistada por meio de atos ilícitos, pecados terríveis que provocam a
ira de Deus. Chegará um dia em que Deus retribuirá cada um segundo as suas
obras. Babilônia receberá em dobro pelos seus atos (v.6).
O verso 9 mostra
que os reis da terra, os poderosos que se comprometeram com as obras do
Maligno, a idolatria pagã, o materialismo, a luxúria, serão arruinados
juntamente com Babilônia. Lamentam ao contemplar suas enormes perdas.
Os versos de 9 a 19
vemos o lamento dos poderosos e reis da terra que se corromperam com Babilônia,
reclamando por não poderem mais ganhar dinheiro com o comércio e luxo
produzidos pela Babilônia religiosa. Eles estarão de longe, com medo por causa
da grande tribulação que Babilônia passará. Ela que se considerava uma rainha
rica e imbatível e que jamais poderia passar por tristezas, se vê agora
recebendo uma punição terrível vinda de Deus.
O verso 20, em
contraste com toda essa lamentação dos poderosos, mostra a alegria dos santos e
profetas por terem sidos restaurados por Deus de toda a perseguição e morte
produzidas pela Babilônia. Ela será exterminada para sempre. Não haverá mais
lembrança dessa morada de demônios.
Babilônia, o
sistema corrupto do mundo é um símbolo da oposição a Deus e a sua igreja.
Babilônia é a sede da feitiçaria, o espírito que substitui Deus por magias e
também o centro de perseguição à igreja, onde os profetas e santos foram
mortos. O ponto principal que devemos observar é que este mundo arrogante e
sedento de prazer, perecerá com todas suas riquezas e prazeres sedutores, com
toda a sua cultura e filosofia anticristãs, com suas multidões que tem
abandonado a Deus e vivido conforme os desejos da carne. Os ímpios sofrerão
penalidade eterna.
O capítulo 18
termina dizendo que todos os que foram mortos sobre a terra, os santos e
profetas, foram de certa forma financiados pela Babilônia, a cidade maligna, a
mulher do anticristo.